segunda-feira, 14 de abril de 2014

St.Pixel


Tenho curtido demais brincar com pixels. É um tipo de desenho completamente diferente do que estou acostumado a fazer, mais próximo do lego do que do lápis. Já comecei um trabalho pixelado, em breve começo a botar no ar.

Ah, não é jogo nem hq =)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O botão que muda tudo

O personagem estava diante da água e não prosseguia, por mais que eu movesse o direcional ou pressionasse o gatilho responsável pela única ação possível. Tentei mais algumas vezes os comandos pertinentes sem sucesso e restou partir para os demais botões, aqueles que você sabe que não vão te ajudar naquele momento. Só por via das dúvidas.

Mas o botão que não servia para nada fez o controle tremer.

Depois de 24 anos jogando videogames, foi com Brothers: A Tale Of Two Sons que a ficha caiu. É incrível como o apertar do botão certo pode dizer tanto.


Não seria um exagero dizer que eu vivo para ouvir histórias. Ocupo praticamente todo o meu tempo livre com cinema, tv, literatura. Escolhi trabalhar com HQs por acreditar que são o meio mais eficaz de um indivíduo, sozinho, criar um universo.

Mas os videogames te dão o controle. E eu jamais consegui me sentir tão imerso em uma história em qualquer outra mídia. Lembro dos momentos finais de Mass Effect 3 como se fosse o meu corpo que tivesse passado por tudo aquilo, cortesia do direcional que quase não foi suficiente para me arrastar até o objetivo.


Não sei por que motivo eu que presto atenção até em roteiro de missa demorei tanto para ver esse potencial nos games. É estranho me ver com mais de 30 anos descobrindo um mundo mágico em algo que sempre esteve presente na minha vida.

Também não sei por que motivo eu não consigo simplesmente aproveitar o que os jogos me oferecem e ir trabalhar com outra coisa depois. Eu quero estudar jogos, escrever sobre jogos, fazer jogos.

E mal posso esperar para apertar o botão certo outra vez.

***

Não posso deixar de mencionar a equipe do Arena IG, que faz um jornalismo de games diferente de tudo o que eu já vi no Brasil. Foi onde eu conheci Brothers e vários outros jogos que acabaram com a minha vida, e talvez sejam eles os culpados por eu começar a enxergar os videogames de outra forma. Valeu, pessoal =)

quarta-feira, 2 de abril de 2014

The one who knocks


Enquanto arrumava o site novo lembrei de Ding Dong, uma hq vergonhosamente cabeça que fiz há uns anos e ficou fora do ar por muito tempo. Ninguém pediu, mas botei de volta assim mesmo. Lê aqui.


segunda-feira, 31 de março de 2014

Hello, World!

Houve uma época em que sentávamos diante do pc e pensávamos no que queríamos. Independente do que fosse, estaria ali diante de nós meia dúzia de cliques depois. Éramos livres, amigos.

Mas voltemos ao presente, onde somos todos reféns de um feed de amigos que são reféns de um feed de amigos.

E façamos um exercício: pense na frequência com que você reclama da quantidade de gente burra no seu facebook. Agora ouça um segredo: são eles que selecionam o que você lê todos os dias.

Passado o deslumbre com a interatividade das redes sociais, percebi como a internet é muito mais bacana quando vamos atrás do que queremos do que quando esperamos que algo surja no nosso feed. Ter meia dúzia de ícones na barra de favoritos e clicar neles não pode ser uma tarefa tão árdua a ponto de alguém desenvolver preguiça de executar.

Vou tentar fazer desse o meu espaço virtual, como era há alguns anos. Se você está todo errado e curte as besteiras que eu escrevo ou desenho, adicione esse endereço aos favoritos e volte sempre.

Ou continue rolando esse feed cheio de piada ruim, notícia falsa e gente pedindo pena de morte. Vai que alguém te manda aqui de novo =D

Aquele abraço,

Salimena